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Laboratório Forense de Cuiabá é referência no Brasil

O Laboratório Forense de Cuiabá, sob o comando da Polícia Técnica de Mato Grosso (Politec), é referência em todo o Brasil, principalmente, no quesito estrutura.

Em entrevista ao MidiaNews, a diretora metropolitana do órgão, Alessandra  Paiva Puertas Alves, contou que, há dois anos, a estrutura foi levantada: desde a planta predial, a equipamentos de tecnologia de ponta que não deixam a desejar nada a qualquer laboratório do gênero no mundo.

Em Cuiabá, foram montadas duas salas idênticas de identificação de materiais genéticos, mas com funções diferentes. A primeira, em que a entrada é permitida apenas com a roupagem especifica, de modo a não se ter contato algum com o lado externo, é onde se faz a identificação de materiais coletados “limpos”, ou seja, diretamente da pessoa. Neste caso, não há contaminação da mostra.

A segunda sala é destinada para materiais coletados em cenas de crime, por exemplo. Quando há a contaminação com materiais externos, como poeira, terra, materiais químicos, enfim.

A separação dos casos é feita por tipo de crime, sendo divididos entre: abuso sexual (crianças e idosos têm prioridade prevista em lei), homicídios e identificação (sendo que os mais antigos têm prioridade, para que o material genético não sofra deterioração). A meta do laboratório é que cada perito faça quatro exames por mês.

Grau de dificuldade

Nesta semana, apenas seis dias após o crime, o Laboratório Forense da Politec identificou a jovem morta em uma pizzaria de Cuiabá, por meio do exame de sangue.

A identificação foi rápida, conforme Alessandra Alves, devido à boa mostra de material genético coletada no local do crime, que foi confrontada com sangue da mãe de Katsue Stefane dos Santos Vieira.

Vários fatores influenciam no tempo que um exame de DNA leva para ficar pronto:

- Tamanho da mostra coletada: quanto maior melhor, pois em muitos casos, o exame precisa ser refeito algumas vezes;

- Qualidade da mostra: neste caso, quanto mais limpa, melhor;

- Tipo de material coletado: é essencial. O sangue é o mais comum e de mais fácil identificação. Existe ainda o epitélio oral (saliva), também de fácil identificação. No caso de ossadas, o processo é demorado e difícil.

“As ossadas demandam muito mais tempo, pois é preciso fazer uma limpeza geral. Chama-se desmineralização, processo em que se tira todo o cálcio e, somente depois de 15 ou 20 dias, podemos identificar o DNA. E, em muitos casos, o exame precisa ser refeito para comprovar”, explicou a perita Ana Cristina Lepinsk Romio.

Formação

A equipe de peritos especializada em identificação e comparação de DNA em Mato Grosso é formada de quatro pessoas, sendo que uma delas ainda está em processo de formação.

Quem ingressa na carreira precisa fazer uma pós-graduação de três meses oferecida pelo Ministério da Justiça, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia. O curso é feito apenas em outros estados, como Pará e Alagoas, em período de imersão (manhã, tarde e noite).

O segundo passo são cursos intensivos de especialização, que duram cerca de 20 dias cada. E a última etapa para a formação são estágios, que acontecem em laboratórios forenses de vários locais do Brasil.

Nesta etapa, o formando aprende técnicas diferentes e modernas de identificação.

 

http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=3&idnot=77401

Autor: Site Midia News
Data: 13/02/2012